segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A VELHA E O CURUMI II

Sentado ao lado da rede da avó, o pequeno Curumim percebe que a velha deu seu último sorriso.
No silencio da taba, a índia se foi, deixando por testemunha o menino que estava encarregado de olha-la.
As lágrimas foram inevitáveis, e os protestos para que ela não o deixasse também.
Curumim não conhecera o pai, e a mãe foi arrumar trabalho na casa de brancos, e tornava a taba uma vez por mês, por dois dias, para retornar em seguida para a cidade.
Agora ele estava realmente só, sua anecê morreu, então o pequeno chorava alto abraçado na índia velha.
Guerreira Xue