domingo, 19 de outubro de 2014

A VELHA E O CURUMIM

_Corre Curumim, busca uma água para mim.
Tenho sede, eu não sei se de vida ou de morte, meu curumim.
A índia estava cega, e male male a velha se alimentava.
E o neto que dela se acercava, correu até a cacimba, trazendo-lhe água numa cabaça. 
_Bebe anacê, está fresquinha. Disse-lhe o pequeno.
Depois de sorver alguns goles, ela deixou-se cair exausta pelo movimento.
_Que silencio! Onde estão todos?
_Foram na festa da barragem. Os brancos convidaram as aldeias todas.
A velha vira-se para o pequeno num meigo sorriso.
_E meu curumim ficou só mais esta vez... Depois tu vais.
Guerreira Xue