sábado, 13 de maio de 2017

MALDIÇÃO DICOTÔMICA

Na simbologia das coisas
A vida parece um raio
E a morte assemelha ao chão

O tempo representamos nós
Flutuantes
Porque sem ele não existimos
Sustentados pelo pão

E seguimos adiante
Remando pelo mar do infinito
E aquele que vê além do horizonte
Percebe o quanto é azul
E bonito

Se não fosse os gritos da guerra
Os murmúrios da fome
As lágrimas inundadas das mães
Seria um paraíso a terra

E as bombas atômicas
Continuam explodindo a eira
O ciclo tornou-se interminável
Uma constância que se repete

Uma maldição dicotômica

Na simbologia das coisas
A vida parece um raio
E a morte assemelha ao chão.

Guerreira Xue