sábado, 18 de outubro de 2014

TANGO

Nunca dancei um tango na vida, mas quando lembro-me do Astor  Piazzolla tocando a sua acordeom, sinto-me transportar para outro lugar. Aquela troca de olhares contidos em passos intrincados fazendo desenhos no espaço, e que parece brincadeira de criança, tamanha a cumplicidade da dança. Uma história contada, que vai da melancolia ao fogo ardente da paixão. Provavelmente jamais dançarei um tango, pois Piazzolla morreu em 1992, que pena!
Quando vejo Al Paccino com Gabrielle Anwar, no filme perfume de mulher, onde o homem cego pede a moça para dançar Por Una Cabeza, penso, talvez um dia... Eu dance um tango.
Guerreira Xue