sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ACABARAM-SE AS PALAVRAS

Um dia destes por qualquer razão
Não sei dizer direito e nem explicar
Sem motivo algum, as letras pararam de chegar.
Ai meu Deus! Perdi o meu chão
Comecei a pensar
O  que vai ser de mim
 E como vou me expressar?
Como vou viver agora, dormir ou cantarolar?
Tinha imensas coisas na cabeça
E a todas, eu sabia como interpretar
Hoje pareço uma idiota, que mal pode gesticular.
Acabaram-se as palavras, e já me ponho a chorar
Queria tanto aquelas frases belas para dizer
Ter argumentações para te falar
E nem mesmo aquele mantra,
Não sei mais como recitar
Terei de novo tornar a aprender
Que solução?
É o melhor que tenho a fazer
Todos aqueles verbos, tenho que voltar a conjugar
Para que possa novamente me ler, e entender
Porque existem muitas, mas muitas maneiras de amar.
Guerreira Xue                                 
                                                                Imagem Net

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

DESTINO

Mesmo que o caminho seja longo
E que a praia esteja deserta
Mesmo que a jornada  seja curta
Ou que o mundo seja redondo
Mesmo que a hora seja incerta
 O silencio é algo a ser  compartilhado
A companhia é coisa mais que  sentida
Somos crianças, e vão andando lado a lado
Num destino que aos poucos
Vai se cumprindo
Duas vidas que agora, sendo vividas.
E mesmo que o tempo não seja seguro
Que os caminhos, sejam tortos
E que o chão me falte, sob os pés
Ou que o dia fique escuro
Ainda assim, saberei quem voce é
E se voce cair no buraco mais fundo
O que sinto por voce, é imenso
Te trago novamente intacto, ao mesmo lugar.
E mesmo que eu feche meus olhos hoje
Te levo nos olhos como uma ultima imagem
E se por alguma sorte, torna-los a abrir amanhã
Te busco novamente em toda a paisagem
Guerreira Xue
                        Imagem João MadureiraII

terça-feira, 26 de novembro de 2013

FOME

Tenho fome do saber
Pelo motivo que devoro todas as ideias
Fome de comer
E de beber
Coisas de que não consigo viver sem.
Fome de conhecer o mundo todo
Digeri-lo inteiro
Só para depois, cuspi-lo aos pedaços
Tenho uma fome que a minha alma arrebata
Uma fome voraz que me consome
Tenho fome de tudo que dá prazer
Fome que mata
Uma fome sem nome
Que só é interrompida pelo sofrer.
E quando a dor expira
Me volta a torturar à dita.
Uma fome primitiva que começa pela barriga
Uma ânsia, um instinto atroz.
Que me possui sem dó ou piedade
Uma barbárie que me castiga o ser
Qualquer coisa a me roer o espírito
Uma fome que não dorme
Insaciável e sem limites
Tenho fome de andar pelas ruas
Ganas de alçar as asas e voar.
Ver e tocar tudo o que existe
Uma vontade incrível de correr,
Fome que me resseca a boca de sede
Fome de pegar,
fome de amor.
Fome incontrolável de você.
Será isso, a minha vontade de viver?
Guerreira Xue/Hilda Milk


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DE NOVO... COM VOCE

DE NOVO... COM VOCE
Começar de novo com voce...
E tantas coisas já vivemos juntos...
E sobrevivemos...
Esta vida é o nosso teto
Do futuro incerto nada sabemos
Só uma coisa, de certeza  nos conforta...
De nossos afetos, nunca nos perdemos
Não está tudo igual.
Mas e o que isso importa?
Estamos todos ficando velhos
E só não vê
Aquele que não enxerga
E semelhante ao tempo
Neste nosso trilhar das vidas
Abrem e fecham-se muitas portas
Algumas promessas são cumpridas
Outras jaz no baú do esquecimento
E o nosso orgulho
Que um dia foi grande
Agora também já enverga
Ainda somos os mesmos
Vestindo peles gastas e enrugadas
Com passos lentos e vistas embaçadas
É o tempo passando por nós
Como se fosse um vento
E com o coração mais assentado
Somos nós, verdadeiros ou falsos
vivendo ora de pé, ora deitados
Com nossos pensamentos
E todo dia que termina é o último
Não volta
E a alvorada que ali começa
É o primeiro dia chegando...
De novo... Com voce.
Guerreira Xue
                                   
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