quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

PROJETO SEXTA NA VILA

Conheci recentemente por intermédio de meu filho, que cursa o ensino médio e faz teatro, um grupo interessantíssimo. Fomos convidados, eu não, ele foi mas levou-me junto, para uma apresentação no Céu vila rubi, aqui mesmo na capital paulistana, e fiquei impressionada com a iniciativa. Jovens de várias idades e pontos da cidade reúnem-se para mostrar seus talentos na dança, numa expressão fortíssima que convida-nos para uma comunicação coletiva espetacular.
 Então pedi a uma das integrantes, a apresentadora, que me falasse sobre o projeto.

Meu nome é Denise Filardo, tenho 22 anos, participo de programas e atividades culturais desde os 15 anos.
Trabalho com artesanato, culinária, beleza e estética, mas minha paixão é a arte. A conheci devidamente através do Programa Vocacional, com orientações de dança, e desde então, não parei mais. Dentro do Vocacional, inclusive, que o projeto Sexta na Vila foi idealizado, iniciado, e conta com participações incríveis e um público muito ativo.   
Atualmente, sou apresentadora desta que, modéstia a parte, é uma ação cultural maravilhosa.

Somos uma equipe de 9 integrantes: Daniel (DJ e Iluminador); Alex Santos e Gabriel Sena (Fotógrafos); Bruna Aranha, Gracielly Guedes e Bruna Sousa (Produtoras); Pamela Santana (VideoMaker); Osmar Faria e Denise Filardo (Apresentadores). Não temos um "lider" ou "responsável", pois entendemos que cada um, em sua função, tem suas responsábilidades, e todos temos total liberdade de comunicação externa, para dar informações, buscar patrocínios e contatos. 

Falando mais sobre o projeto, somos uma ação cultural que recebe em seus palcos processos artísticos, independente do período de produção e/ou atuação e da linguagem artística apresentada. Dessa forma, damos oportunidade para o desenvolvimento do artista, e para a visualização de seu trabalho. Damos também oportunidade de troca de experiencia e contato entre artista e expectador, em momentos de conversa com debates e palestras, nos momentos de batalha de dança e nas próprias JAMs. A ação sendo realizada dessa forma, não impõe limite de idade, e faz com que o público da comunidade conheça e participe dessa manifestação cultural. 

As ações acontecem no CEU Vila Rubi (Rua Domingos Tarroso, 101 - Vila Rubi - São Paulo - SP, 04823-090). Para participar, o representante de cada grupo, trio, dueto ou solo, de qualquer linguagem artística, enviam email solicitando a ficha de inscrição, que fica disponível pelo google drive. São até 10 apresentações em cada evento/ação, tendo de 10 a 15 minutos, dependendo da linguagem artística. Excedendo a quantidade de solicitações para o mês, as inscrições excedentes são colocadas no cronograma do mês seguinte, seguindo a ordem de envio.

Muito grata pelas informações Denise. É  um prazer poder divulgar algo tão especial e multicultural.
Os contatos para inscrições: contato.sextanavila@gmail.com
Dúvidas rápidas, respondemos em https://www.facebook.com/sextanavila 


 

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

FAMÍLIA

Por vezes os encontros familiares se revelam uma chatura sem fim, com pessoas que não tem menor afinidades e que se encontram por terem o mesmo sobrenome ou propriedades em comum. São pessoas que por falta de assunto ou intimidades, tem as conversas supérfluas e sem consistência, os sorrisos amarelos são de desesperar qualquer cristão.
E são irmãos que ficam décadas distantes, primos que vem de outro país, tios, sobrinhos, avós, etc etc...
E tendencia é andar para o distanciamento, porque em geral é muito mais fácil e eficaz.
Me pergunto então, porque as pessoas correm ao mundo para conhecer lugares, culturas ou pessoas que lhes são estranhas se não querem conhecer o "estranho" que é da mesma família? O santo de casa não faz milagres. Será!
Dizer que somos todos iguais e chatos não é mentira, mas não completamente, e sempre há algo a ser descoberto em alguém bem perto, e se houver boa vontade ao descobrir, perceberemos a grandeza do semelhante. E o que o rótulo diz, não sintetiza ou objetiva a complexidade da qual o ser humano faz parte, e nem tira a minha admiração, e respeito pela pessoa que teve abrir seu caminho, seguindo uma direção oposta ao que a família propõe.
Eu gosto de conhecer as pessoas e de ouvir o que elas tem a dizer, penso que, se  não consigo viver tudo, ao menos convivo com as diferenças em minha própria casa, na família. A diferença não me traz problema algum, a indiferença é que sim.
Não é fácil reunir a família, e quem o faz, é realmente corajoso.
Eu gosto bastante de encontros de família, e recomendo vivamente. Porque não há família melhores ou piores, e aquelas que se encontram são um verdadeiro "achado", criando e sustentando seus vínculos de geração em geração. Outro detalhe interessante é: se não se aprende nada, não se perde também.

Guerreira Xue