sábado, 23 de abril de 2016

Perdidamente Vol.1 Antologia Poetas Lusófonos Contemporâneos

Participo-vos aqui o lançamento do livro ANTOLOGIA Poetas Lusófonos Contemporâneos – Vol I
“Perdidamente”, obra que será, segundo os responsáveis, editada anualmente e da qual orgulhosamente tomo parte nessa estreia. 
Lamento não estar presente, pois a distancia e o tempo não me permitem. Como já perceberam anteriormente, não sou de antologias, porém participar da literatura em Portugal me pareceu bem nesse momento. Espero que tudo corra da melhor forma possível.
Meu muito obrigado para a Teresa Queiroz , pois a riqueza da Lusofonia permite que nasça poesia!
Um grande e fraterno abraço para todos os envolvidos no projeto.
O evento de lançamento será:
Dia 24 de Abril de 2016 – pelas 16 horas – em Lisboa – Sana Malhoa Hotel – Av. José Malhoa nº8.


Guerreira Xue/Hilda Milk

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Só na Minha Imaginação

“Morte, morte me leva, me leva sem piedade
Porque pra vida estou morto não tenha qualquer bondade
O sonho se espatifou como jaca e melancia
Não precisa ser formado nem mesmo ser um doutor
A palavra tem mais valor que você e uma gia
Se alguém pudesse ver os meus olhos nesse instante
Não veria outro rompante, só ódio, fogo e carvão
Desprezo doendo o peito e a alma 
De um dia ter sido enganado por alguém sem coração
Se todo (des)humano tivesse cabeça, juízo e noção
Pensaria antes de magoar um grande amor
Todos sabem que é preciso ter alguém por perto
Nossos sonhos, as tristezas que o tempo nos trouxe
Quando acordamos, é mais um ao lado
Pra dar força a esperança hoje
Não precisa ir longe, reconstrua a paz
Mas de que adianta ter sentimento
Se o grito sai do peito explodindo feito um jumento
A mentira tem pernas curtas
A verdade, sim, aparece e permanece
Um dia quem se esconde aparece
Fica com a cara no chão mexendo sem ter palavras
De um dia ter magoado a quem não merecia
Apenas queria um troféu nas mãos
LUTA, diz o guerreiro, MARCHA, segue sem tino
ESPADA EMPUNHADA, AVANTE!
Mas falando, isso não é nada, cala e não tem coragem
Esta, sim, deixa uma margem nas mãos do seu companheiro
Saudades eu tenho, não nego, com toda sua grandeza
Só na minha imaginação de ouvir tanto palavreado
E de um dia ter sido engando por alguém sem coração
Vem perguntas sem respostas, cobranças, raiva
Desespero, aflição, uma overdose de humilhação
Amigo, veja o que digo na sua frente
Guarde bem contigo esta semente
Hoje lhe deixo trancafiado, estrada sombria
Cansado de ouvir tanta hipocrisia
Tudo isso me deixa arrepiado
Mas se um dia fui humilhado, pagarás sem perdão
O céu amanheceu triste, calado, sem luz no sertão
A noite chegou ligeiro, sombria no meu sertão brasileiro
Porque um dia fui enganado por alguém sem coração.”

(Mj...11/02/2013 – Pensamentos Imediatos)
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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Amor Constante

Hoje solto,
o pensamento vagueia
por lugares que um dia fui feliz.
Aquela coisa boa que se sente
ao amar alguém.
Não importando aonde, o vento
a circustancia ou a temperatura
E nesta sensação de amor constante
pareço eu beber de água pura
ao reviver cada momento
Mesmo que eu não esteja mais lá
carrego em mim
a vivencia forte do sentimento

A alma inquieta acorda sem perceber
e começa embalar velhas lembranças
como que para não esquecer
como que para ter esperança
Porque apesar do tempo, do vento
da temperatura ou da circunstancia
0 meu duro coração de homem
balança.

Guerreira Xue/Hilda Milk
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domingo, 17 de abril de 2016

Intermitências

Intermitência é tudo 
e um pedaço, 
o que existe
e o que não, 
o que vai e volta.

O relógio que rompe 
e liberta o tempo, 
o ruído do silêncio,
o nada que espera,
o tudo que já se foi. 

A fronteira que desafia 
o limite entre o sonho 
e a realidade.
Uma utopia do ideal 
por mudanças, 

resplandecendo os mitos
 e as lendas 
quebrando regras de escravidão 
e ainda assim 
criando outras.

O tempo e suas intermitências 
que entre uma pausa 
e outra 
leva-nos invariavelmente 
às repetições. 

O que faz pensar que 
o que se repete realmente 
somos nós, 
pois esse coexiste 
com a nossa respiração.

A saída?
Talvez a morte, 
porque a eternidade 
anda por ai, 
mas quem ama é que sabe.

Guerreira Xue/Hilda Milk
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