quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A MUDA MADÁ

A muda mudou sua vida, 
e em muda atitude, 
Madá promoveu sua mudança.
Era o coração da muda que gritava,
 e com gestos lento, 
aquele seu mudo grito
saiu voando pelo mundo.
É a muda Madá
 dançadeira, 
que sorridente gesticulava
 uma musica surda 
que so ela escutava
Desenhando seus contornos no espaço, 
em segundos
Era a Madá, 
uma alma falante, 
é morena e miúda,
mas tem o espírito de gigante.
É Madá, 
a muda mudando o mundo,
que de mudança precisava
E com seu belo corpo,
era uma muda que dançava
E era assim, 
que a muda Madá
Dançando 
também falava
Guerreira Xue


                                      Imagem Antonio  Fazendeiro

terça-feira, 1 de outubro de 2013

SOU, SOMOS...

SOU, SOMOS...
Confesso
Que sozinha sou nada
Uma folhinha no vento
Uma poeira na estrada
Mas juntos, somos tudo
Somos Deuses
Juntos, somos o mundo
E somos o sagrado
Somos o que vestimos
Somos o que comemos
O que lemos
e que escrevemos
E o que dizemos e fazemos
Confesse voce também
Que sozinho
és ninguém
Somos predestinados
Temos o céu, a terra
E tudo que há nela
Apaixonados
Sonhamos e realizamos
E neste tempo vivido
Edificamos e destruímos
E sem nós
Tudo o mais que existe
perde totalmente o sentido..
Guerreira Xue
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 Imagem Net  “Monsaraz: Entre o Céu e a Terra”

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

RUAS DA VIDA

                                                       
Neste lugar, não  muito longe daqui
Mora o medo, a miséria e a fome
E no êxtase da droga
São pessoas que nunca vi
Levando uma vida sem nome
E são homens e são mulheres
São filhas que não parí
São crianças e adultos
Brancos, pardos e negros.
Reduzidos em vultos
Angustia, revolta e tristeza
Descreve um pouco do muito
que cá dentro, senti
Sem identidade
Pobres e ricos misturados
Estes povoando uma cidade
Residentes da rua do crack
Estão escravos, dependentes
E são viciados e jogadores
Prostitutas. e carcereiros
Prisioneiros, e traficantes

Vivendo daquela ânsia voraz
Prostrados ali, debaixo da lua
Queria eu, fechar os olhos
ignorar,
é o que a maioria faz
Sentimentos fortes me assolam
Desalento, raiva e solidão.
Passo eu, por todos
Mas eles não passam de mim.
Levo junto na lembrança
Esta imagem real e crua
São pessoas que se perdem
por tantas andanças
E jamais se encontram
nos desesperos da rua
E no silencio esfumaçado
e frenético
Eles juntam-se todos os dias
Numa grande massa disforme
No espaço hermético
E entre procura e solidão
E vão arrastando-se pelas ruas
Numa interminável maldição.
Guerreira Xue

                             Imagem da Net

domingo, 29 de setembro de 2013

Soldados da Paz

São eles
Os guardiões dos sagrados portais
Que se cercando da luz pura
Buscam por conhecimento
Promovendo onde passam
o amor, a paz e a cura

Enviados por nossos celestiais
Surgidos assim,
Como que fossem do vento
Vieram os protetores dos homens
das plantas, das águas
E de todos os animais

Nasceram de todas as guerras
São esses poucos seres
Que em misericórdia da terra
tornaram-se os soldados da paz

Chegaram eles...
Que viajantes de muitas eras
São anjos que lutam ano após ano
Para salvar do autoextermínio
O próprio ser humano

Os guardadores do tempo
São despidos de orgulho e avareza
Delegando aos bichos humanos
Qualquer coisa de amor,
ou que conceda-lhe alguma grandeza.

Guerreira Xue/ Hilda Milk/
https://www.facebook.com/GuerreiraXue/
Entre os anjos que passaram e que passam todos os dias por nós, escolhi essa, para ilustrar meu poema.
"NÃO DEVEMOS DEIXAR QUE NINGUÉM QUE CHEGUE A NOSSA PRESENÇA, SAIA PIOR DO QUE QUANDO CHEGOU."  
Madre Teresa de Calcutá


UM JOSÉ...


Homem simples
Um ledor de livros
Tirou a poeira dos velhos
E numa releitura dos mesmos
Sacudiu as idéias
Colocando novas perguntas
Disse o que pensava
Uma mente brilhante
Criticava a hipocrisia
E sob novo olhar
Percebia outra perspectiva
Praticando o inconformismo
E o tempo corria
Foi poeta, argumentador
Dramaturgo, escritor
Mecânico e romancista
Viveu o que queria
Ganhou, perdeu
Foi deveras criticado
As vezes chorava
Outras tantas, ele ria
Também foi cético
E por vezes apaixonado
E como o tempo não perdoa
Agora a morte o calava
Um contador de histórias
Um homem simples
....um José Saramago
Guerreira Xue-            
JOSÉ SARAMAGO   16 /11/1922 -18/06/2010
Ficheiro:Saramago by bottelho.jpg
                                    Obra de Carlos Bottelho