sábado, 27 de fevereiro de 2016

No dia do Escritor

Muitos perguntam-me por que escrevo, de onde tiro tantas estórias e como consigo escrever deste jeito.Confesso sinceramente que não sei, mas que ler bastante me ajuda a ter um vocabulário seleto.
Sabemos bem que quem le muito nem sempre sabe ou consegue escrever livros.
Deve ser dom então? Talvez...

Seja como seja tem coisas que fazemos bem, e nos fazem bem.
Eu agradeço muito aos escritores passaram, pela minha vida, e continuam ainda passando, pois são lembrados naquilo que escrevo, porque em cada linha carrego um traço, uma influencia.
Demorei a entender que eu também era uma escritora, pois tinha medo de ser copista, uma fraude que burlava o mundo daqueles a quem tanto prezo.

E hoje tenho imensa gratidão por Vitor Hugo, Erico Veríssimo, Guimaraes Rosa Alexandre Dumas <pai e filho>, Adelaide Carraro, Mario quintana, Sidney Sheldon, Agatha Christye, Saramago, Neruda, A.J. Cronin, frederick forsyth, Emily Brontë, Paulo Leminski, Gonçalves Dias, Castro Alves ...
Eu podia passar o o dia todo aqui citando tantos quantos eu li e me encantaram ...
Talvezs um dia eu seja tão boa quantos esses, ou talvez não.
É minha homenagem no dia do escritor
São Paulo 13/10/2015

Guerreira Xue
https://www.facebook.com/GuerreiraXue



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Caminos/ Caminhos

A vida é feita de caminhos,
e todos levam-nos para o mesmo lugar
Então escolha, o caminho das flores
pois apesar de seus espinhos,
este é belo e perfumado
e enche seus olhos de cores.
E não esqueça de sentir
numa demonstração qualquer,
um sinal de que estás vivo.
Que seja o vento,
balançando em seus cabelos.
Que seja a dor de uma despedida
Que seja a doce loucura de amar.
Olhe para a frente com atenção,
e escolha seus caminhos.

Guerreira Xue/Hilda Mik
https://www.facebook.com/GuerreiraXue

O Medo De Viver

Tenho algo a dizer
e mesmo quando o digo
explicando eu me confundo
Porque as palavras
ainda que lindas,
fogem a perfeição dos sentimentos
Aqueles
os mais profundos.

E ao escrevê-las,
em letras legíveis,
arrisco o meu pronunciar.
Serei eu ainda uma incompreendida,
pois é o medo
alternando com a coragem
quem nos arrasta pelo mundo.
E o próprio medo do não viver e amar
faz-nos aventurar na viagem da vida

As estradas são apenas caminhos,
estes que nos levam por toda a terra
até o dia que cheguemos ao mar.
Carregados de bagagens e sonhos,
ora estamos a rir,
ora estamos a chorar.

E por ela, a terra, andamos nós
As saudades do passado pesam
misturando-se as vivencias do agora
Com as leves expectativas do amanhã
E neste mundo cheio de gentes,
Todos seguimos sós.

Tenho algo a dizer
E antes que um dia eu venha a esquecer
Não jogue os teus sentimentos fora
Mesmo que não saibas como descrever
Porque todos que vivem um dia morrem
Então não morra sem ter sabido viver.

Guerreira Xue/Hilda milk
https://www.facebook.com/GuerreiraXue

O Amor e o Sonho

Diante deste amor ,
que dentro de nós existe
Insiste a performance do sonho
Se sonho-te o tempo todo
Amo-te o tempo todo

E neste vai e vem permanente
Quando não sonhar que te amo
Ame voce o que me sonhas
Até o dia que coincidentemente
Combinados
Seguimos sonhando juntos.

Guerreira Xue/Hilda Milk
https://www.facebook.com/GuerreiraXue/




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Poema da Gare de Astapovo

O velho Leon Tosltoi fugiu de casa aos
oitenta anos
E foi morrer na gare de Astapovo!
Com certeza sentou-se a um velho banco,
Um desses velhos velhos banco lustrosos pelo uso
Que existe em todas as estaçõeszinhas pobres
do mundo,
Contra uma parede nua...
Sentou-se e sorriu amargamente
Pensando que
Em toda a sua vida
Apenas restava de seu a Glória,
Esse irrsório chocalhocheio de guizoz e fitinhas
Coloridas
Nas mãos esclerozadas de um cadico!
Então a Morte ,
Ao ve-lo tão sozinho àquela hora
Na estação deserta,
Julgou que ele estivesse ali a sua espera,
Quando apenas sentara para descansar umpouco!
A Morte chegou na sua antiga locomotiva
(Ela sempre chega pontualmente na hora
Mas talvez não pensou nada disso, o grande velho
E quem sabe se até não morreu feliz: ele fugiu...
Ele fugiu de casa...
Ele fugiu de casa aos oitenta anos de idade...
Não são todos que realizam os velhos sonhos da
infância!
Mario Quintana

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Quantos anos tenho?

“Quantos anos tenho?
Que importa isso!
Tenho a idade que quero e sinto!
A idade em que posso gritar,
Sem medo aquilo que penso.
Fazer o que desejo, sem medo ao fracasso
Pois tenho a experiência dos anos vividos,
E a força, e a convicção de meus desejos.
Que importa quantos anos
Não quero pensar nisso!
Pois uns dizem que já sou velho
Enquanto outros “que estou no apogeu”.
Porém não é a idade que tenho,
Nem o que as  pessoas senão o que meu coração sente, e o meu cérebro me dita…
tenho os anos necessários para gritar, o que penso
fazer o que quero, reconhecer erros velhos
rectificar caminhos e somar êxitos
tenho a idade em que as coisas se olham com mais calma
porem com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos
se começam, a acariciar com os dedos,
e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor,
às vezes é uma louca lavareda,
ansiosa de consumir-se no fogo,
de uma paixão desejada.
E outras vezes…num remanso de paz, como o entardecer na praia
quantos anos eu tenho?
Não necessito marcá-los com um numero,
pois os meus desejos alcançados,
as lagrimas que pelo caminho derramei,
valem muito mais que isso.
Que importa, se tenho, cinquenta, sessenta, ou mais!
O que importa é a idade que sinto!
Tenho os anos que necessito para viver livre,
pois levo comigo,
a experiência adquirida, e a força dos meus desejos
quantos anos eu tenho???
Isso a quem lhe importa?
Tenho os anos suficientes, para perder o medo,
e fazer, o que quero e sinto
que importa quantos anos tenho, ou quantos espero,
se com os anos que tenho…
aprendi a querer o necessário, e a agarrar…apenas o bom da vida!!!”
(José Saramago)