terça-feira, 18 de agosto de 2015

QUANTAS VEZES...

Quantas vezes subimos o monte
ali do alto, perto das nuvens
contemplando as distancias
e encerrados em nós, choramos
diria eu, um ato necessário
triste e também solitário
porque afinal todas as contas
acertamos é conosco mesmo
  
E que ninguém veja nossas lágrimas
a jorrar
do quanto somos patéticos e frágeis
e conscientes da falta de testemunhas
lamentamos no monte as nossas perdas
os erros, as culpas, os medos
e choramos por nós, e por vós
até que a torrente libertária esvaia-se

Depois de acalmada a tempestade
vestimos novamente a esperança
nesta humanidade que trazemos em nós
E termina aqui o mundo
É hora de descer o monte
Renascendo o novo mundo
Guerreira Xue