domingo, 21 de fevereiro de 2021

ESCADAS DA VIDA

Entre o subir e descer nas escadas da vida
Vamos falando amenidades artísticas, para disfarçar o medo
Andando feito autômatos que nada mais fazem, senão esperar
Sem dar conta que o tempo corre em velocidade inexorável do lado de fora, 
Tornando insustentável a nossa leveza de ser. 
Esse vem impiedosamente devorando o concretismo das horas
E a noite segue se espalhando no céu, tal qual cortinas negras encobrindo as janelas dos olhos
É quando as ruas se enchem de miseráveis de todas as espécies
Que misturando seus murmúrios com os barulhos de latas, vão buscando por comida nos lixos,
Em disputas acirradas com caninos e felinos que por fim... Alimentam-se todos do mesmo prato
Os ricos dormem seguros por detrás das pesadas portas, na expectativa de o dia clarear,
E trazer as boas novas, que inexplicavelmente se demoram a chegar. 

Os heróis há muito já morreram em antigas guerras, e o que resta?
O inimigo que é invisível invade as nossas entranhas e segue matando a todos, desde o inútil até o que presta,
sem nenhuma distinção.
E o mais esperto ou rico dos homens não estará livre da peste.
O vírus não se importa com a idade, e adentra pela cozinha, pela entrada principal, na calçada ou no palácio, na herdade.
Também não aceita suborno, e nem dá conta do que se come, calça ou veste. 

O dia nasce, e entre o subir e descer nas escadas da vida
Seguimos falando amenidades artísticas, até que um herói renasça das cinzas,
E venha a todos resgatar. Ou o vírus fará o que veio para fazer,
nos exterminar.

#Guerreiraxue

     




















Escada sem fim/Escada de Bramante, Museu do Vaticano
Fotografia de Carlos Valada


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É importante que eu saiba se gostam do meu trabalho.
Me sigam nas redes sociais
Prometo ler com carinho e responder a todos.
Grande beijo,
att.,Hilda"

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

BABENCO – ALGUÉM PRECISA OUVIR O CORAÇÃO E DIZER: PAROU

Héctor Babenco

É um dos maiores cineastas brasileiros. Um argentino naturalizado brasileiro que faleceu em 2016 aos 70 anos. Teve seu primeiro diagnóstico de câncer linfático aos 38 anos com poucas chances de recuperação. Porém, lutou durante oito anos. E apesar da perspectiva de não haver amanhã, ele fazia o que mais gostava, CINEMA.

Carreira no Brasil

Babenco nasceu na Argentina em 1946 e se mudou para o Brasil aos 19 anos. Naturalizou-se em 1977. Fez aqui uma carreira com filmes de peso. Antes de fazer seu primeiro longa, assinou a produção e codireção do documentário "O fabuloso Fittipaldi" (1973), em parceria com Roberto Farias.

Seu primeiro trabalho de ficção como cineasta foi "O rei da noite" (1975). Estrelado por Paulo José e Marilia Pêra, o filme mostra a história de Tertuliano, narrada por ele mesmo, desde sua infância até a velhice.

Nascido em uma família paulistana tradicional, mas já arruinada, Tertuliano tem de conviver com a doença mental do pai, o ocaso familiar e uma série de casos amorosos.

Depois, veio um clássico do cinema nacional, como "Lúcio Flávio, o passageiro da agonia" (1977), em que Reinaldo Faria interpreta o bandido que ganhou notoriedade nos anos 1970 pelos roubos e fugas espetaculares.

Indicação ao Oscar

Um dos principais trabalhos de Babenco é "O beijo da Mulher-Aranha" (1985), pelo qual foi indicado ao Oscar de melhor diretor. O longa rendeu a estatueta de melhor ator para William Hurt e concorreu também nas categorias de roteiro adaptado e de melhor filme. Sônia Braga e Raul Julia ("Família Adams") também estavam no elenco.

Baseada no livro homônimo de Manuel Puig, a história se passa num presídio de um país latino-americano, em que um militante de esquerda e um homossexual dividem uma cela.

Outra obra marcante de Babenco foi seu trabalho seguinte, "Pixote: A lei do mais fraco" (1982), que conta a história de um garoto que faz parte de um grupo de crianças de rua. Após sofrer muito em um reformatório, ele faz aliança com uma prostituta, interpretada por Marília Pera.

Dirigiu astros internacionais

Ao longo da carreira, Héctor Babenco também dirigiu astros do cinema internacional. Em "Ironweed" (1987), dirigiu Jack Nicholson e Meryl Streep – e os dois foram indicados ao Oscar pelos trabalhos.

Em "Brincando nos campos do senhor" (1990), dirigiu Aidan Quinn e Katty Bates. Depois deste último, passou um longo período sem fazer filmes após descobrir um câncer linfático. Seu trabalho seguinte foi "Coração Iluminado" (1998), que antecedeu "Carandiru" (2003). O filme resultou ainda na série "Carandiru – Outras hitórias" (2005), codirigida por Walter Carvalho e Roberto Gervitz e exibida pela TV Globo.

Babenco também dirigiu de teatro, com destaque para "Loucos de amor" (1988), "Closer – Mais perto" (2000) e "Hell" (2010). A montagem mais recente havia sido "Vênus em visom", em cartaz em 2013 e em 2014.

Última obra

Em seu tratamento contra o câncer, Babenco se submeteu a um transplante de medula nos anos 1990, experiência que resultou em seu último filme, o autobiográfico Meu amigo hindu" (2015).

O protagonista é um cineasta chamado Diego – o papel é do ator americano Willem Dafoe – que descobre um câncer em estado terminal. Quando confrontado pela Morte (Selton Mello), ele expressa só um desejo: realizar mais um filme.

O título do filme é uma referência a um garoto indiano que Diego conhece nos Estados Unidos, que também passa por tratamento, e com quem o protagonista encontra uma saída lúdica para enfrentar a doença.

BABENCO – ALGUÉM PRECISA OUVIR O CORAÇÃO E DIZER: PAROU Babenco: Tell me when I die

É um documentário lançado em 2019, primeiro filme da atriz, diretora e produtora brasileira Bárbara Paz, viúva de HÉCTOR BABENCO. O filme teve sua estreia no Festival Internacional de Cinema de Veneza representando o Brasil na competição "Venice Classics"e venceu na categoria de melhor documentário. O Filme também venceu o prêmio da crítica independente Bisato D'oro durante o festival de Veneza. No Brasil, foi lançado pela Imovision.

Babenco: Tell me when I die-  Esse filme é a aposta do Brasil para figurar entre os indicados de duas categorias do Oscar 2021: filme internacional e documentário. A Academia vai divulgar uma pré-seleção em 9 de fevereiro e a lista final em 15 de março.


     

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

PREVINA-SE/ RECEITA DE VIVER BEM

PREVINA-SE/ RECEITA DE VIVER BEM

Problemas de saúde mental são comuns e se precipitam em situações de crise. Encontrei algumas dicas de como reduzir o estresse e promover o bem-estar da mente e do corpo. Não se preocupe tanto, e faça o que puder para sentir-se bem. Espero poder ajudar!

Pare. Respire. Pense.

Respire fundo: inspire pelo nariz e expire lentamente.

Respirar lentamente é uma das melhores maneiras de diminuir o estresse, porque sinaliza para o cérebro relaxar o corpo.

Perceba como está se sentindo e no que está pensando, sem fazer julgamentos. Ao invés de responder ou reagir a esses pensamentos ou sentimentos, perceba-os, e deixe-os ir embora.

Converse com outras pessoas

Conversar com pessoas em quem confia pode ajudar. Mantenha contato com pessoas próximas a você. Diga a elas como você está se sentindo e compartilhe suas preocupações.

Mantenha uma rotina saudável

O que fazer

Tente acordar e dormir no mesmo horário todos os dias.

Mantenha a higiene pessoal.

Faça refeições saudáveis em horários regulares.

Se exercite regularmente. Apenas 3 ou 4 minutos de movimentos físicos de baixa intensidade, como caminhar ou fazer alongamentos, ajudará.

Reserve um tempo para trabalhar e um tempo para descansar.

Reserve um tempo para fazer atividades prazerosas.

Faça intervalos regulares durantes atividades em frente ao computador ou celular.

Seja gentil com você e os outros

Não exija muito de si mesmo em dias difíceis. Aceite que alguns dias serão mais produtivos do que outros.

Tente reduzir a quantidade de tempo dedicada a ler ou assistir notícias que façam com que você se sinta ansioso ou angustiado. Busque informações recentes de fontes confiáveis em horários específicos do seu dia.

Ajudar outras pessoas pode ser benéfico para você também. Se você tiver condições, ofereça apoio a outras pessoas na sua comunidade que precisam de ajuda.

O que não fazer

Não use álcool ou drogas como forma de lidar com o medo, a ansiedade, o tédio e o isolamento social.

Peça ajuda se precisar

Não hesite em buscar ajuda profissional se achar necessário. Um bom lugar para começar a procurar são os profissionais de saúde locais. Os telefones de assistência também podem ser uma boa fonte de apoio.

Viva bem e previna-se!