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A SONORIDADE DO VENTO - ISAAC RIBEIRO

Quando me confrontei no espelho Um clarão sombrio desnudou as paredes do meu quarto Tentei rapidamente fugir de mim E não me enlouquecer. Antes mesmo que isso de desse Percebi que a vida Não havia me deixado só Logo ali A minha espreita Havia pessoas Almas E mundos tão cheios de regras Assim, como Eu, Estavam todos perdidos. Insanos mesmo! Mas isso Ainda não era tudo... Quando sai em fuga pelas ruas Elas estavam empilhadas de gente. Todas perturbadas! Não sabiam para onde ir Ou pior Não sabiam nem mesmo o sentido de existir. Mas elas Assim como Eu Continuavam sendo gente Humanos ou Não. O que mais me incomodava Não era ver a desumanidade das pessoas E das ruas Mas a liberdade do vento! Ele era livre. Tão livre! Que eu até sonhei caminhar com ele. Mas ele era prudente E não perdia seu tempo. Com os perdidos como Eu.                                                  ...

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