segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A Casa do Mundo Dorme

No silencio da hora, a casa do mundo dorme
E o coração acomodado, bate devagar e desatento
Que nem a tartaruga ou o relógio, são tão lentos
Penso eu que, se a morte chegasse agora
Não teria como dela escapar
Não haveriam desculpas ou argumentos
Porque não existe como dormir depressa
É só um dormir sem saber se vai acordar

No silencio da hora, a casa do mundo dorme
Guerreira Xue

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domingo, 10 de dezembro de 2017

Antiga História

Nos caminhos da memória
Ainda escuto o vento bater na janela
E o passado parece retornar
Reavivando uma antiga história
A casa que um dia foi bela
É agora tapera a desmoronar

Aqui nunca serás feliz
E tampouco acharás o teu lugar
Tu não é desse mundo menina
Escuta o que a bruxa diz
E toca tua vida para andar

Nos caminhos da memória
Desde então estou a caminhar
Enganou-se a velha bruxa infeliz
Pois sou alegre em qualquer lugar

Da antiga tapera, onde a janela ainda bate
Vislumbro a casa que um dia foi bela
E no momento eu não tenho mais medo
Nem da bruxa ou do vento
Hoje finalmente retorno ao lar.
Guerreira Xue

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A Arte de Escrever

Quem escreve, escreve
Escreve pensando 
E sem pensar
Andando e parado
Dormindo e acordado
Quem escreve, escreve.

Quem escreve, descreve
Os detalhes, os tamanhos
Desfolha o tempo
Folheando a vida
Florindo os caminhos
Quem escreve, descreve.

Quem escreve também lê
Também vive e sente
Se ressente com a tristeza
Viaja nos sonhos do outro
Sorri com leveza
Quem escreve também lê.

Nem todos que leem, escrevem
Todos que escrevem, leem.

Guerreira Xue