segunda-feira, 28 de setembro de 2015

RECORDAÇÕES ( 2 )

E enquanto chove, Joana vai abrindo o peito...
Um dia eu e Pedro fomos a uma pizzaria com amigos e tinha um casal junto, amigos dele, nem eramos casados nesta época. Levei Mário a tiracolo para ter companhia. Quando apresentei ambos, Pedro ficou sem graça, mas depois relaxou.
Estranho isso, queria estar com ele, mas sempre havia outra mulher por perto, então por que alimentar ilusões? E logo casei-me  com o Mário mesmo.
_Mas gostavas do Mário?
_ Sim, tanto que tivemos filhos e vivemos bons anos juntos. A  separação foi inevitável quando a amante bateu na porta grávida dele.
Guerreira Xue


domingo, 27 de setembro de 2015

RECORDAÇÕES (1)

Olhando para além da chuva lá fora Joana lembrou-se de Pedro
”Amei um homem em sonhos”
_Ele é meu amigo de longa data e agora faz tempo que não sei notícias suas.
Marina pergunta-lhe:
_ E o que houve, porque nunca tiveram nada um com o outro?
_Não sei, éramos tão amigos que fiquei com medo de estragar tudo. E acho que ele nem desconfiava, porque nunca me falou nada.
Sophia que escutava calada até então, se pronuncia:
_Voce acha que ele nunca desconfiou por que?
_Sei lá... Ele era muito namorador, sempre tinha companhia e eu era sua confidente.
Guerreira Xue

RECORDAÇÕES

_ Um dia amaste alguém de verdade?
_ Meus filhos. Respondeu ela com um leve sorriso.
_ Não, digo alguém que não saiu de você, sem mentir faz favor. Amaste alguém que voce jamais esqueceu?
Elas estavam em férias na casa de praia de Joana. Chovia lá fora e elas não tinham nada para fazer,
_ Claro que já, pensam que sou de ferro é?
_ Não pensamos coisa alguma. Conte então...
Sempre fui muito sociável, voces sabem. Tive muitos namorados na juventude e tal...
As amigas observaram enquanto Joana falava, e seus olhos brilharam por alguns momentos.
_ Amei um homem em sonhos somente.
Guerreira Xue  
http://brunosteinbachsilva.blogspot.com.br/2015/09/reencontro-com-o-encontro.html                                                     Imagem  Bruno Steinbach Silva   

A BRUXA DESENHADA (part1)

Leléu era artista de rua e não podia ver um muro que logo pintava. O apelido ele ganhou na infância, pois o cara vivia num mundo de sabe Deus.
Um dia Leléu desenhou uma bruxinha junto à sombra dos ramos. Ela trazia na cabeça nuvens de algodão e borboletas pela volta. Queria ter feito mais, mas a tinta acabou. Orgulhoso de seu feito, o rapaz trouxe os amigos para verem sua “obra”, porém o muro estava vazio.

Inconformado com a troça dos amigos, Leléu prometeu voltar de manhã para fazer novamente a pintura de que falara. E quando o dia amanheceu ele voltou munido de tintas e pinceis. E não é que a bruxinha estava lá do mesmo jeito que ele havia pintado!
Guerreira Xue