quarta-feira, 15 de junho de 2016

Só Um Beijo, por Josué Souza

"Os funcionários não diziam nada; só alguns, pra não ficar sem graça, riam das favas e teorias de mundo de Venceslau. Com certeza qualquer resposta de mundo de hoje em dia provocaria uma discussão interminável no ambiente, e os homens com quem o trabalho tentava pôr as contas em dia seriam cerceados de vez de nenhuma palavra.
O silêncio pairou no ar. Só se ouviam os murmúrios do dono, em seu escritório, pelas contas que não fechavam da gráfica e os gastos com a mulher e a filha; os desarranjos das impressoras desvirginando os papéis em branco, penetrando com força tintas a laser, com faísca, como se retirassem daquelas folhas a ingenuidade de sua pureza, e revelassem a elas outros prazeres. Curiosamente um som diferente, de passos. Franklin saiu da sua bancada e foi ao banheiro. Cinco minutos depois, não outro funcionário, mas Alex também foi ao mesmo banheiro — o único masculino pra um ambiente de quase duzentos funcionários." 

Trecho do livro "Terezinha"
Lançamento no dia 05/07/16 na Livraria da Cultura do Conjunto Nacional, às 19:00 h, 
Av. Paulista, 2.073, São Paulo - SP

segunda-feira, 13 de junho de 2016

“NÃO” para a fabricação de armas/

Eu gostaria sinceramente de saber se as pessoas estão hipnotizadas,  obtusas ou o que?
Como pode governos ganhar rios de dinheiro em fabrico de armas e não querer que ninguém morra?
Quando ouço nas notícias sobre assassinatos violentos, chacinas fantásticas, eu sinto uma revolta brutal.
E quando governantes vem a público com cara de pesar falando palavras de conforto.
E quando grupos separatistas terroristas querem assumir logo a autoria da “matança”.
Nessas horas eu penso que a população podia mesmo opinar e dizer “não” ao fabrico de armas, “não” a esse enriquecimento que só traz perdas da e para a humanidade.
Por outro lado, poderiam bem me dizer “porque voce se importa se não são seus filhos, não é você"?
É verdade que não é comigo, mas não consigo calar. Também acho que é "assunto" de todos.
Eu sou gente e como tal ainda tenho meus direitos. Eu escrevo e minhas palavras, ainda que simples, irão atravessar as paredes, seguir pelas estradas, flutuar com o vento, cruzar os mares em garrafas, e quem as ler lá na frente, vai descobrir que um dia esse mundo já habitado por pessoas que se importavam.

“NÃO” para a fabricação de armas!

Guerreira Xue/Hilda Milk