terça-feira, 31 de janeiro de 2017

FAMÍLIA

Por vezes os encontros familiares se revelam uma chatura sem fim, com pessoas que não tem menor afinidades e que se encontram por terem o mesmo sobrenome ou propriedades em comum. São pessoas que por falta de assunto ou intimidades, tem as conversas supérfluas e sem consistência, os sorrisos amarelos são de desesperar qualquer cristão.
E são irmãos que ficam décadas distantes, primos que vem de outro país, tios, sobrinhos, avós, etc etc...
E tendencia é andar para o distanciamento, porque em geral é muito mais fácil e eficaz.
Me pergunto então, porque as pessoas correm ao mundo para conhecer lugares, culturas ou pessoas que lhes são estranhas se não querem conhecer o "estranho" que é da mesma família? O santo de casa não faz milagres. Será!
Dizer que somos todos iguais e chatos não é mentira, mas não completamente, e sempre há algo a ser descoberto em alguém bem perto, e se houver boa vontade ao descobrir, perceberemos a grandeza do semelhante. E o que o rótulo diz, não sintetiza ou objetiva a complexidade da qual o ser humano faz parte, e nem tira a minha admiração, e respeito pela pessoa que teve abrir seu caminho, seguindo uma direção oposta ao que a família propõe.
Eu gosto de conhecer as pessoas e de ouvir o que elas tem a dizer, penso que, se  não consigo viver tudo, ao menos convivo com as diferenças em minha própria casa, na família. A diferença não me traz problema algum, a indiferença é que sim.
Não é fácil reunir a família, e quem o faz, é realmente corajoso.
Eu gosto bastante de encontros de família, e recomendo vivamente. Porque não há família melhores ou piores, e aquelas que se encontram são um verdadeiro "achado", criando e sustentando seus vínculos de geração em geração. Outro detalhe interessante é: se não se aprende nada, não se perde também.

Guerreira Xue