domingo, 15 de maio de 2016

Poema Inquieto

Enquanto a minha boca devora a tua
 a vida escorre feito líquido
pela mão dos Deuses

 Não escolho homen pela cor dos olhos
 e sim pelo jeito de olhar

Queria eu ser algo para alguém
para sermos felizes com tudo
ou felizes com pouco
ou até com nada

Sou uma qualquer que passa na rua
e ao descobrir o segredo de Isis
nunca mais disse amém

Entro e saio pela mesma porta
sem deixar recado para ninguém
e sigo vivendo...
Tentando alcançar a lua

Na inquietação do corpo
e da alma
O poeta despeja as palavras
como que chispas de fogo
desconexas

E nessa paixão que queima o gelo do inverno
transforma o puro azul
na mais profunda vermelhidão.

E enquanto a minha boca devora a tua
o sentimento voraz dilacera
e consome por inteiro o coração.

Guerreira Xue/Hilda Milk