sábado, 22 de julho de 2017

GENTES COMO NÓS

Vivemos atualmente tempos difíceis resultantes das crises econômicas mundiais que vem sucessivamente assolando a sociedade vigente.
Eu diria que chegamos ao fundo do poço e que as mudanças se fazem urgentes.
A corrupção no Brasil tornou-se doença cronica, e não adianta partidos e ou ideais assumirem enquanto não mudarmos o estado das coisas.
A reformulação da política passa pela educação e a construção de uma sociedade mais igualitária com o todo. Não há sistema de governo perfeito, porque nós não somos perfeitos, não somos máquinas.
Ver as pessoas ao abandono nas ruas é uma coisa de cortar o coração, sim porque temos que ter um coração.  A maioria são drogados, e são de todas a idades, abandonados pela família que não os aguenta mais, são meninos e meninas que fugiram de casa, velhos que não tem para onde ir...
Os motivos são os mais variados para a condição de morar na rua, mas a carência é total. E eles são confundidos com lixos, mas são gentes como nós.
Quantas vezes nos perguntamos onde está a falha... Está em nós, é óbvio. Podemos ignorar quando não vemos, quando não sentimos. E quando vemos, sentimos e choramos, lamentamos, e depois...Vamos para casa mais leves, de volta para o nosso quentinho.
O prefeito quer uma cidade linda, e porque não!? Eu também quero, todos queremos uma cidade linda.
Não adianta dar-lhes cobertor e comida e deixa-los lá, no relento.  As ONGS  e as associações de bairro fazem isso tem muitas décadas. Isso é um paliativo, provisório. É preciso que busquemos novas alternativas e permanentes, pois são pessoas como nós.
Tanta coisa pode ser feita em prol de uma cidade linda, basta pensar e agir.
Acabar com as drogas ninguém vai... Diminuir até pode.
Tirar os moradores da rua até dá, se eles tiverem para onde ir, onde pegar comida, tomar banho, dormir... Ao descobrir que alguém se importa já faz uma pequena diferença, e se dois, três, dez se importam, já vamos um pouco mais além.
A união pelo social, quando franca, permite que quando um falhe o outro recomponha. O coletivo pode funcionar e todos ganham, e o prefeito certamente estaria reeleito nas próximas eleições  com o slogan "São Paulo cidade linda".

Se não houver salvação para os moradores de rua, não haverá salvação para nós.

Guerreira Xue