sexta-feira, 1 de setembro de 2017

A ÁRVORE E O VENTO

De todo tempo que tenho
Eu sempre morei aqui
Com raízes pegadas ao chão
Espalhadas...
Sem que jamais saísse do lugar
Mudei tanto que quando percebi
Completei a magistral brotação
Mas eu vi e vivi tantas coisas
Que agora mal consigo lembrar
Ilusões e sonhos que eram meus
E viajando por mundos estranhos
Os bizarros eram os Eus
Por vezes eu me perdi, andei a esmo
Muito próxima
Ao alcance das mãos de mim mesmo
E para cada estação é um novo momento
Desde o início dos tempos tem sido assim
Os frutos já se foram
E as minhas folhas voaram com o vento
Enquanto o vento matreiro voou em mim
Enfim
Eu continuo aqui, buscando o meu lugar
Até o dia do fim.

Guerreira Xue