quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

ONDE HABITA O NADA

Onde habita o nada
A terra é seca
A água é parada
O céu não tem cor
Não sopra o vento
E não tem estrada

Lá onde habita o nada
Os homens não choram
E nem sorriem
As crianças não nascem
E a vida abandonada

Onde habita o nada
Não existe a dor
E tampouco o tormento
Não envelhecem ou morrem
E nada sabem do amor

Onde habita o nada
Há paz e serenidade
Pois todos estão mortos
O tudo se acabou
Extinguiu-se a vaidade

Onde habita o nada
É a própria eternidade.

Guerreira Xue