sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Burra Humanidade (crítica existencial)

Quanto tempo tem a humanidade mesmo? Segundo historiadores, temos mais ou menos 4,4 milhões de anos.  E aprendemos muito desde então, ou só estamos repetindo nossa história aqui?
Lembrei-me agora de uma antiga simbologia de nome uróboro (manuscrito de origem grega) onde o dragão ou serpente vai devorando a própria cauda preso num ciclo de continuidade eterna, e a cada mordida era uma evolução no mesmo circulo.
Ora matamos povos por um pedaço de chão, e quando não, por um naco de pão. E tudo é feito Por Deus e por riqueza, e ainda fazemos de escravas as civilizações sobreviventes, e inventamos uma fé para que a massa oprimida seja conformada na esperança de um paraíso celestial fazendo do sofrimento terrestre uma purgação, mais do que justa, por conta do famoso pecado original.

Segundo os mesmo historiadores, temos nossa origem na Etiópia e curiosamente é onde existem mais fome, seca (falta de chuvas), e guerras no mundo atual.
Vivemos dias de tecnologias avançadíssimas com bases na matemática usada pelos antigos povos, mas ainda não descobrimos o verdadeiro amor por nossos iguais.
Descobriu-se a cura para o câncer, pode se fazer microcirurgia em bebes e esses ainda dentro da barriga da mãe mas, só vai viver quem puder pagar para isso.

A aids prolifera nosso planeta e uma série de vírus escapa dos laboratórios com certa frequencia e é claro que a seguir os mesmos laboratórios lançam antídotos para o malefício... Enfim são misérias de um mundo caótico onde encaixa-se uma perfeita dicotomia existencial  entre os que sabem, os que pensam saber, e os que ignoram completamente.

Nossas armas são poderosíssimas e as que não são vendidas no mercado legal vão para o mercado negro e os fabricantes, ah estes ganham de qualquer jeito.
Sempre há guerra por ai, e se acaso houver paz arranja-se uma vendeta, qualquer e a seguir manda-se alguns miseráveis para lutar pela pátria, pois morrer em batalha é honroso e dignifica.

A astronomia evolui a passos largos com a descoberta visual de outras estrelas e planetas. E onde seria o lugar de "Deus" está ocupado agora com satélites artificiais, mais ou menos 900 unidades destes, circulando sobre nossas cabeças.

Somos superiores, dizem nossos pais, somos mamíferos bípedes, dizem os cientistas, e além de nós só os cangurus o são, e estes nem tem pretensão alguma que não seja viver.

Ainda não se sabe como civilizações, mesmo inteligentes e sem aparato tecnológico, puderam construir tantas coisas grandiosas, me refiro as piramides, e que apesar do tempo ainda estão de pé.

Pensar que só nosso tempo é que chegou a modernidade pode ser pretensão de nossa parte. Existiam engenheiros, arquitetos, astrônomos, pensadores e médicos claro, e existiam mecanismos para que pudessem navegar de dia e viajar longas distancia a noite por terra.
Na história que nós conhecemos houve uma era de trevas, mas quem garante não ter havido outras eras de esquecimento? Quantas civilizações avançadas foram dizimadas por bárbaros? Quanto do conhecimento foi se perdendo ao longo de nossa trajetória?

E uns dizem "acreditem em Deus que voce será salvo" e as igrejas estão lotadas e milionárias, e porque lá fora o mundo desaba em desamor, então é coerente correr para a "casa de Deus".
O mundo já foi mais evoluído, parece-me, e o que nos resta agora é a burra humanidade.
Guerreira Xue/Hilda Milk