segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Escravos

Em descobertas do acaso
Desde o momento que nascemos
Ou no instante que o sol aparece
até o ocaso
E pode ser o mais miserável
No minuto que a lua desce

O mais poderoso dos homens
da servidão não escapa
seja quem for
Na hora que morremos
E não importando de que raça
De qualquer classe ou de cor

Somos todos escravos

Escravos do vício
Escravos da beleza
Escravos da dor

Escravos do ofício
Escravos da tristeza
Escravos do amor

Escravos da guerra
Escravos do medo
e da fome

Escravos sem nexo
Escravos da terra,
ou da ansia
Escravos do nome
Escravos do sexo


ou da ganancia do homem
Escravo da cor,
nascemos com ela
Escravo da vida
Escravos da flor
Escravos da alegria

E invariavelmente...
A morte está sempre a espreita.

Guerreira Xue
                                                Imagem Antonio Fazendeiro