terça-feira, 14 de março de 2017

MARIA VIDA FRIA

Maria não era dessas que se deixavam impressionar facilmente por alguém ou algo, achava que as pessoas perdiam tempo demais esperando coisas da vida, em vez de correr atras do que realmente importa.
Era mulher feita agora, e não tinha nada que se queixar, porque há o que pode ser contornado e o que não. Ela perdeu os pais ainda pequena e teve que crescer rapidamente, porque como ela haviam outros no orfanato, que eram menores e precisavam de cuidados.
Havia alguns parentes que as vezes apareciam para visita-la, mas cada um tinha sua própria vida para se preocupar. Demorou um pouco, e então Maria cresceu sem que ela ou qualquer um pudesse evitar.
Agora estava divorciada. O caso é que Maria se cansou de ouvir tantas lamurias: como estou cansado, como trabalho muito, como sou bom, que bagunça.
O marido de Maria pensava que era bom demais, inclusive para ela, e dizer que ela discordava era mentira, mas dai a achar-se menos que o bonzão vai alguma distancia.  O marido não era considerado ruim, só quando ficava fora de si e dizia-lhe absurdos humilhantes, mas ficou tão bom depois do divórcio.
Guerreira Xue