segunda-feira, 19 de agosto de 2013

HORAS INQUIETAS


O relógio da matriz bate suavemente 
Anuncia o passar das horas
Não espero pelo tempo que escorre
Hoje sou um homem
Mas um dia, já fui menino

A pedra rola com o temporal
Arvores balançam ao sabor da brisa
A sorte chega a quem esta a frente
Os pés me levam além
Não reviram montanhas
São prisioneiros de minha vontade

O caçador persegue a presa
Ando pelo mundo
Não tenho parada
Um dia, ainda roubo a Teresa
Hoje quero as outras 
O que é leve só flutua
Eu quero tudo, sou volúvel
Correndo o risco de ficar sem nada

O que passou eu não lamento
Ha inquietudes na alma 
Inquietudes no olhar
Coisa que borbulham
Me vem através do vento
Estes não reviram montanhas
Não quebram barreiras
Mas movem a mim mesmo
            Guerreira Xue