domingo, 10 de novembro de 2013

NADIS (poesia do corpo)

NADIS

I
Entre a inércia e o vazio o repouso no ponto se situa
O ponto de hospedaria e vírgula já tombou na senda meridional
E as estrelas mudaram as rotas para a descendência
Cadentes de amor mudaram os fogos no sentido vertical
E nas telas pintaram com asas de pomba

II
Ao poeta os braços correram a rota cardíaca
Entre o prado e o poema restou uma nota de sol
Azul de dia e verde à noite por telepatia
Aquática como o útero a galopar pelo búzio
A rota floria rabeada a cavalo marinho

III
Onde estavam elas as mal embaciadas
As divindades que chegariam a viver como as gentes
Onde estavam as que dariam imaginação e beleza
Aos poetas suplicantes de obras radiantes
Que outros mais tarde honrariam como suas?

IV
Onde estavam os viveiros de Fenixes
Os internos vasos que brotavam Ayuasca?
Sem ritos as aves amainavam a sede
E as gaivotas confirmavam aos pios
Novos aterros na encosta da cidade

V
Corpo em estação eléctrica
Cume aspirado no veio em verga
Vem o poeta impressionar espaços neutros
Senhores da imensa tolerância
Ondulam os poetas os números
M.Frias