domingo, 6 de abril de 2014

O JARDIM SEM COR

...Tudo estava triste e vazio, era como tivessem esquecido de acender a luz.
Elise não tinha braços, mas tinha olhos, e sabia compreender que isso não era o bastante.
“como vou fazer"? Sim, como ela ia fazer se não tinha braços? “Vou gritar.”
Ela podia gritar, mas ainda não resolvia.
Andou até a janela, abriu-a com o pé e a luz entrou.
“Ainda sem cor”.
Elise pegou no pincel com a boca, aproximou-se da tela e começou a pintar.
Chamou sua mãe para olhar, que com orgulho disse:
-Agora sim, a primavera vai voltar.
E Elise não parava de pintar.
Guerreira Xue /Hilda Milk
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