quinta-feira, 17 de setembro de 2015

POR DO SOL

Ela passeava na beira do cais enquanto pensava na vida, em coisas que nos move, e não eram grandes pensamentos, pois até os sapos pensam, e da vida estes só sabem pular.
Sonia não podia ver uma beira de rio, ou um braço de mar sem se aproximar, parecia que a água chamava-lhe. Ao sentar num banco a mulher deixava-se ficar contemplando o horizonte, como quem espera algo acontecer, ou simplesmente apreciando o por do sol.
Diante daquela beleza toda não havia tristeza, e Sonia não era triste. Ao dar-se conta já estava atrasada, pois seus gatos esperavam-na para jantar.
Guerreira Xue
                                                                           Imagem Net