segunda-feira, 26 de agosto de 2013

NOTURNO

Noturno                                                                          

Um dia quando se achar
Vamos nos encontrar...

Toda noite ele vagueia,
Numa profunda solidão
Até que alguém o descubra.
Ou roube o seu coração

Será isso o barulho do vento?
Ou será a brisa?
É o triste corvo negro
Que agora jaz no esquecimento

E quando o sol que nasce
O agorento maldito se esconde
Tem medo da luz
E não existe quem o abrace

E para aliviar sua escura alma
Terá de tirar a pintura de guerra
E vestir-se da cor da paz.
Mostrar a sua palma

É hora de mudar
Buscar o calor e o aconchego
E no afeto fraterno repousar

Guerreira Xue


                                                        Imagem Net