quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A SÍRIA


Queria não precisar olhar para os lados
Nem ligar a televisão,
Não ouvir sequer o radio
E nem escutar o trovão.
Queria ter os ouvidos tapados
Também ser despida de visão
Queria, mas não posso...
Impossível não ouvir todos os gritos
Nem o barulho dos destroços
Matando um povo
Uma grande nação
E o que mais me falta agora
São resquícios de compreensão
Por que?
O extermínio daquele povo, nação
Que nem clamor dos inocentes aflitos
Carece de nossa boa intervenção.
Então que matem a todos
E igualmente a mim
Quero também morrer na multidão

"A Siria enfrenta uma guerra Civil desde Março de 2011 e até agora, segundo os direitos humanos, com um saldo de 100 mil mortos.
Acuados, mais de 2milhões de Sírios deixaram o país rumo aos paaíses vizinhos, provocando uma crise de refugiados.
O contestado presidente sírio Bashar al-Assad, da minoria alauíta, enfrenta uma rebelião armada que tenta derrubá-lo.
No início, a rebelião tinha um caráter pacífico, com a maioria sunita e a população em geral reivindicando mais democracia e liberdades individuais.
Mas, aos poucos, com a repressão violenta das forças de segurança, ela foi se transformando em uma revolta armada.
Ninguém até agora parece querer meter sua "colher" e intervir no conflito, e a guerra iterna do país, parece ter mesmo escapado ao controle.
-Os EUA têm pouco apetite para intervir na região, uma vez que a rebelião é cada vez mais dominada por militantes islamitas com vínculos com a rede
terrorista da Al-Qaeda.
-A Rússia, que tem interesses econômicos e estratégicos na região, é a principal aliada do governo sírio,
e tem vetado resoluções sobre a Síria no âmbito do Conselho de Segurança.
-China, que também tem poder de veto no Conselho de Segurança, e Irã também são importantes aliados do presidente sírio Assad.

Em 21 de agosto último, a oposição denunciou mais de mil mortos em um massacre com uso de armas químicas.
O governo vem negando ter usado armas químicas, apesar de o Ocidente ver evidências em contrário.
Após o incidente, aumentaram as conversas sobre uma possível intervenção internacional no país, liderada pelos EUA.O Conselho de Segurança se reuniu,. mas não chegou a um acordo.
O Parlamento do Reino Unido votou contra a ação, e o Secretário de Defesa britânico já afirmou que não agirá militarmente no país.
-Senhor Obama se pronunciou no ultimo dia 31 " decidiu que o país deve adotar uma ação militar contra alvos do governo sírio",
mas ressaltou que irá buscar a aprovação do Congresso norte-americano antes de fazê-lo. Recursos militares para a realização de um ataque
estão posicionados e prontos para avançar sob sua ordem.
-O Papa Francisco também se pronunciou sobre o país, condenando o uso de armas químicas, mas se dizendo contra mais uma guerra. Ele pediu um dia de jejum
e orações, no próximo sábado, para o povo sírio.
Então resumindo:
30 de agosto: Após rejeição britânica a uma ação na Síria, a Rússia diz ser contrária a qualquer resolução que permita uma intervenção militar
e a Alemanha descarta participar. Já a França diz que decisão de Londres não muda sua vontade de agir e punir Assad. Israel mobiliza seus sistemas
antimísseis em Tel Aviv. O premiê britânico diz que não deve desculpas a Obama por revés na Síria, e o secretário de Estado dos EUA,
John Kerry, apresentando um relatório de inteligência sobre o ataque, diz que ele matou 1.429 pessoas, 426 delas crianças. Obama afirma que o regime
Assad precisa ser punido, mas diz que ainda não tomou a "decisão final" sobre o ataque.
O governo sírio reage ao relatório, que classifica como "mentiras" e uma "tentativa desesperada" de justificar um ataque."
NO JOGO DO PODER, ALGUÉM SE IMPORTA COM AS PESSOAS?

Guerreira Xue 01/09/2013
                                                    Imagem Net