terça-feira, 3 de setembro de 2013

GRÃO DE AREIA

A areia vai-se esvaindo...
Deixando pelo caminho
Rasto do tempo volvido
Um destino não cumprido
uma vida em suspensão.
Certeza, só no momento
solto o último grão,
silêncio, choro, lamento
talvez sim ...ou talvez não.

Livre no meu pensamento
sem principio e sem fim
vou cuidando dia a dia
com ternura e com poesia
das plantas do meu jardim
A minha vida é uma tela
a óleo ou aguarela
que cubro bem devagar
Sem técnica nem talento
as cores sou eu que as invento
para no branco as soltar
Desenho o que apetecer
uma música a tocar
um poema por escrever
arco-íris meio louco
sem regras para obedecer.
Não sei as horas que são
mas o sol já não me aquece
vou abrigar o meu corpo
que o areal arrefece
A noite vem de mansinho
Instalar-se ao meu redor
Aqueço sopa e carinho
Meu amor vem a caminho
E não há coisa melhor
LF, 2013
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